terça-feira, 17 de julho de 2007

Dúvida

Pergunto-me se deveria continuar a escrever
Pergunto-me, quem haveria de vir ler
estas mal traçadas linhas?
Penso que em vão escrevo
E será que estas palavras chegariam em alguém

Vantagem total
Quando ninguém olha
é hora de fazer o que não se deve
Mas o que poderia fazer eu
a não ser mostrar humildemente
o modo como busco a beleza da vida?

Penso que em vão escrevo estas linhas
Penso que desafortunadas linhas
melhor seriam aproveitadas por aqueles
que já possuem um nome
Isso me faz pensar, em qual lugar
deste mundo eu estou

Umas vez mais penso que estas linhas
são uma grande perda de tempo
Escritas sem sentimento
escritas de um dia de julho
como qualquer outro dia
em que nada temos por fazer

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Desculpas

Bem....Estou sem criatividade e inspiração.... e por isso postei ae um velho escrito de ums dos velhos cadernos....espero que dê pro gasto...hehehe.... Desculpas...e obrigado...

Amor Incerto

Remoendo as desavenças
da cativante presença do medo
Eu esqueço e esqueço
Temendo o futuro
por causa do passado
tão presente

Eu me busco em você
quando você não está para mim
Sincero medo
Colisão da razão e do desejo

Então eu me entrego
Não há chances contra
o presente que busca o passado
para se tornar o futuro

Será que em vão
me atiro nos braços
de quem não quer me abraçar?

Eu desejo
no intuito de ser desejado
porém se fecho meus olhos
não sinto seus afagos

Preces por um carinho
Que nunca deveria ser pedido
Profunda ferida no ego
Transformada em pensamento emotivo

Vantagem não há
Em um amor que não se tem
Tão fácil abandonar
Ou trocar por outro alguém

Sanidade e juízo
para o ego partido
Até mesmo as mais belas rosas
possuem espinhos

O abstrato nunca substituirá
o que é concreto

Doce balançar
do mar da vida
Você que irá separar nossas vidas
Não transforme os sentimentos
em dívidas traídas
Mas sim em boas lembranças
que serão esquecidas

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Mulheres

Mulheres gostam de falar
É incrível como elas
gostam de dar palpites
Se deixar
Vão falar das pessoas
Com quem você anda
Do que você gosta
De como você se veste

É uma capacidade inapta
De se meterem em tudo
Não importa se estamos falando
De nossas mães
Irmãs, namoradas ou amigas
Mulheres gostam de fala
E pior! Gostam de ser ouvidas
e obedecidas

Ainda assim
As mulheres são perfeitas
Mesmo sendo imperfeitas
Deve ser por isso que as aturamos
Maior que isso! Nós as amamos
Por isso cometemos grandes loucuras
Para termos elas
Sempre ao nosso lado

Pois não sabemos viver
Sem seus sorrisos ternos
Sem seus carinhos
Sem sua pele tão macia
E por isso toda mulher sabe
Ou pelo menos deveria saber
Que são grandes dádivas

Detentora de um dom maior
Que recebe nossa vida
Em suas mãos
E em seu ventre
Geram nossos sonhos
Continuem sempre assim
Mulheres
Sempre assim
Imperfeitas
Sempre assim
Perfeitas


Pode ser que algumas pessoas gostem, outras não..... Mas queriam que soubessem que isso não é metade do que penso sobre as mulheres.....Tenho certeza que sou feliz porque foi uma Mulher que me colocou no mundo....Tenho certeza que sou feliz porque vivo por uma mulher neste mundo...

sábado, 9 de junho de 2007

Meu "eu" interior

Outra vez estive sonhando
Sonhei que minha vida
Poderia ser como um sonho
Uma caricatura desalmada
Desse meu “eu” fragilizado
Trágica e bela
Um suicídio programado

Isso se espalha como
Uma doença que desconheço
O nome
Dilacerando e despedaçando
Sem machucado algum
Não importa o sentido
Uma dor que não se basta
Um confinamento na liberdade

Rogando aos céus
Esperando que as estrelas
Chamem por nossos nomes
Por quanto tempo podemos
Viver em sonhos?

A dor que não se basta e não se cala
Mesma dor que aumenta e que mata
Para ela qualquer corpo hospedeiro
É um paraíso
E não importa quanto eu queira
Nem quanto eu viva
Mesmo que vivesse mil anos
Mesmo sendo feliz
Meu corpo ainda seria
Um paraíso da dor

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Palavras para um palhaço triste

Porque choras tanto palhaços?
Lembra-te dos momentos felizes
e suaviza teu semblante
Porque não caminhas como
o valente leão de outrora?
Será que longínquo amor
de meros devaneios tristes
é capaz de roubar-te
a chama da vida?

Pobre de ti que confiou
Amargo não seria, se
no fim a traição não fosse
tão brutal
Mas levanta tua face e
retira tua maquiagem
Pois só o “eu” será capaz
de te transformar em “nós”
E se esse dia chegar
tua cama não será mais
como um espinheiro

Ergue tua cabeça, palhaço
Mas toma cuidado
para que possa olhar
para teu lado
Não te importes muito
se tropeçares pelo caminho
ou mesmo se uma lágrima
se precipitar

Em teu caminho
há quem precise de ti
e você precisará destas pessoas
Porque só as conhecendo
Tu saberás se deve amá-las
ou odiá-las ou saberás
até mesmo quando não
elevá-las até um dos extremos

Por hora, apenas
conforta teu coração
Pois o que é chamado
Amor, ainda virá
Mesmo que tímido
e sorrateiramente
De forma não declarada
Acalma teu espírito
impulsivo por natureza
Deixa de lado
tuas indecisões e incertezas
Não olhe para o mundo
como se ele estivesse
lhe deixado para trás

Não curva teu corpo
por terra para cavar
a sepultura de teus sonhos
Pois eles ainda estão vivos
Basta que você os alimente
na medida certa

Agora palhaço
Recolhe-te a algum canto
e chora
Porque estas minhas palavras
não são mais que palavras suas
E se ao menos tem
a consciência de
reconhecer teu real estado
é porque tens vontade de melhorar

Agora transforma o “eu” em “nós”
E das palavras
As que eu amo são
as que falam sobre “nós”

Então se for mesmo verdade
que eu tenha escrito
essas palavras para mim
Eu também quero
dedicá-las a ela
para que então
essas sejam nossas palavras
Ainda que o “eu”
Não tenha se transformado em “nós”

Estou pegando antigos escritos de cadernos que estavam perdidos e colocando aqui.....Espero que gostem....

quarta-feira, 16 de maio de 2007

"...E Selma apertava seus passos. Estava sendo seguida por minutos por um homem alto e claro de cabelos lisos e bem penteados para trás, que usava gel. Ele estava bem vestido com um terno negro e sapatos bem engrachados. Selma já estava assustada quando começou a correr pelo beco deserto onde entrou sem querer por estar muito nervosa e para seu maior desespero o homem também começou a correr e logo ele foi alcançada e atirada ao chão com violência... Com a dor ela fechou os olhos e então uma sensação de calor passou por seu corpo ao mesmo tempo que se fez um forte estrondo. Quando ela abriu os olhos e ergueu o corpo, o homem estava no chão completamente chamuscado, enquanto do outro lado do beco um homem vestido com roupas negras que escondiam todo seu corpo e com uma cara de caveira estava com a mão esquerda coberta por chamas. Selma levou a mão até a boca e conteve o grito se contentando apenas em dizer. - Um demônio. E então ela ouviu uma risada desta caveira que se aproximou e disse com uma voz tranquila. - Não. Eu sou o herói por quem você estava clamando..."



Yare, yare.... Não tinha o que postar e postei esta pequena narração..