sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Canção do Bobo

Em um reino distante havia apenas um bobo da corte. Ele era apenas um bobo, mas talvez não fosse tão bobo assim. Ah! Ele amava sua rainha acima de tudo. Sua pequena donzela que um dia se tornou rainha. Mas não irei me alongar nesta história pois hoje estou aqui apenas para cantar uma das canções daquele bobo que não tinha rosto nem nome. A canção era mais ou menos assim.

Um bobo para encantar-te
Um bobo para alegrar-te
Para um rei um bobo
Para um povo um bobo
Para um bobo, um bobo
Para um bobo, uns bobos

Se perguntares o meu nome
O meu nome eu não direi
Pois este é tão complicado
que eu mesmo não sei

Me chame apenas de Bobo
Pois Bobo eu sempre serei
Mas se um dia eu tiver
outro nome
Deverão chamar-me de Rei



Hum! Não preciso dizer que o rei ficava furioso com a audácia deste bobo. HAHAHA!

domingo, 14 de outubro de 2007

Catarina

A qualquer hora do dia
Você pode encontrá-la
Caminhando por alguma esquina
Sua beleza é única
Seus lábios suavemente avermelhados
Parecem um convite
Para caminhos alternativos

Então você a observa
Com seus olhos maldosos
E percebe que qualquer oferta
Para sexo
É observada com espanto

Mas todos sabem
Que sua rainha
Muda com o passar das horas
Eu também a vi
Sua aparência tinha
Um apelo sexual inexplicável
Eu já sabia de seu desejo para esta noite

E novamente ela está saindo
Com um novo rapaz
Ela fica tão elegante em carros importados
Tem mesmo uma postura de rainha
Mas sabe fazer bem
Um papel de submissa
Mas apenas para aqueles
Que podem pagar seu preço

Ela muda com as horas do dia
Ao amanhecer uma inocente princesa
Ao entardecer uma nobre rainha
Mas quando anoitece oferece
Seus serviços de dama de companhia

Dizem que na noite não existe
Ninguém melhor do que ela
Todos vêem sua evolução
Se considerar que antes sua casa
Era um barraco agora ela está num palácio

E ela diz pa sua mãe
Que isso é fruto de seu estudo
Que a qualquer momento irá ficar famosa
Eu torço para que não seja um nome nas estatísticas.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Dançarina

Seu corpo resplandesce em pureza
Tão alva é tua beleza
Minha virgem que dança e encanta
Seus cabelos bailam ao vento
Enquanto meus lábios te desejam
Obcenos


Em meus olhos buscava outra imagem
Doce deleite para minha alma
Em gemidos baixos escuto sua voz
O que busquei por tanto tempo
se o que desejei não era você?

Templo sagrado
Cálice de pecado
Fonte cristalina
Que profano em pensamento

Doce seria minha vida
se te provasse todos os dias
Mas estás longe do meu alcance
Ainda que não esteja tão longe

E que o luar cálido
ouça este meu lamento
Minha mente desvirtuada
E você atada ao pensamento

Nessa bruma que se expande
em meu coração que se parte
Um flagelo de sentimento
Morre silencioso
Enquanto me busco e me perco
te desejo e odeio
Lembrando de teu corpo
tuas curvas
Teu ventre, teus seios

E nada mais me resta
Só o peso da solidão
Adeus minha dançarina
Aquilo que você foi
Agora é devaneio
Minha longa espera se torna solidão
E sua ausência em mim,
Um eterno pesadelo
Que só terá fim
quando outra tão bela
dançar no ritmo de meu coração
me convidando para um novo começo


Nem sei o que dizer..... Falae diego, se você gostou ou não. Putz fazia tempo que não falava com esse carinha, mas no papo acabei falando do meu blog e ele do dele.... E papo indo, papo vindo. Falei pra ele que tinha uma poesia empacada. Mostrei a ele para ver se podia me ajudar, ele me mandou ótimas linhas pelo msn. Eu olhei bem, não achei que ficariam boas naquela poesia e então tomei liberdade de pegar suas linhas e somar linhas minhas. Passei pra ele e....bem....aí está o resultado...... Bom, eu gostei bastante... Valeu mesmo diego. Eo cara ainda me diz que não gosta das próprias poesias...... hahahahahaa deve estar brincando.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Pensando em você

Sonhos desfigurados
Tramas do passado
Você devia ter acelerado
Mergulhando fundo no meu peito
De volta para um novo compromisso
É o seu nome que venho chamando
Em minha mente

Se eu ainda pudesse ser seu homem
Você diria baixinho que ainda me ama?
Trágico o nosso fim
Eu tive que partir
Antes de dizer “Te amo”
Sozinho nesta longa espera
Eu ainda vou dizer que te amo

Em outro tempo
Em outra vida
Serei seu e você minha
Em outro tempo
Ainda que seja um homem
Você será minha

Hospitalizado
Procurando por um remédio
Para este amor insolúvel
Vozes que recaem
Como um pesado fardo
Que me leva a loucura

Em outro tempo
Mesmo que você seja homem
Ainda serei seu

Lembrando de seu olhos
Eu vejo que deveria
Ter te roubado pra mim

Mesmo que você seja homem
Eu ainda serei seu
Mesmo em outro tempo
Não me esquecerei
Do que você me deu
Mesmo depois de muitas eras
Você ainda será minha menina
Com toda certeza
Mesmo que em outra era
Vou te achar
E te roubar pra mim

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Canção de um Bardo

Ofertando meus beijos
Rogando para que seduzam minha alma
Assim eu vou
Procurando pela alegria
Em versos tristes
Em rimas sem melodia
Correndo com o vento
Pensei nesta canção
Acompanhe meu espírito
E te darei meu coração

Leve rimas descompassadas
Para um beijo deste bardo
Leve alegria
Um bom vinho e um guisado
Lhe canto uma música
Lhe dou um abraço

Roupas amassadas
Cabelos despenteados
Outra vez acordo
Onde nunca deveria ter chegado

Não me olhe deste jeito
Sei bem o que fizemos
Nem pequeno momento eternizado

Tão doce quanto escapo
Você chora com seu coração quebrado
Vôo alto demais querida
Vôo antes que seu marido chegue
E estejamos encrencados

Ofertando meus beijos
Oferecendo meus abraços
Tenho palavras de conforto
Carícias e afagos
Aproveite enquanto estou aqui
Pois amanhã não estarei mais
E você pode nunca mais
Me encontrar

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sem nome

Quem poderá amparar
Estas lágrimas que caem no chão?
Quem poderá arrancar
De um coração uma dor e tristeza
Que ninguém sabe o tamanho?
Aprisionados nós rogamos
Estamos rogando
Mas não sabemos quem vai nos escutar
E nós rezamos
Para que nossas vozes
Não se calem
Enquanto choramos
Pela impunidade

Gosto amargo por obrigação é degustado
Tristeza inconsolável
Perda inconcebível
Trazida pelo vício de terceiros
Tragam de novo estas chamadas
Comoção para carreata
Brados que foram esquecidos
Cânticos para pessoas que não
são mais chamadas

E nós rezamos
Mas não sabemos quem vai nos escutar
Aprisionados nós rogamos
Para que nossas vozes
Não se calem
Enquanto choramos
Estamos rogando
Por um dia que isso tudo
Possa acabar


Depois de ler e re-ler eu percebi que não tinha um bom nome para este escrito, pois percebi que não poderia dar nomes para os sentimentos de dor e tristeza carregado por cada cidadão que as vezes se sente desprotegido vendo tanta coisa ruim que acontece.....

terça-feira, 17 de julho de 2007

O que você faria?

O que você faria se soubesse
que és alvo de meu desejo?
O que você faria se soubesse
que te desejo mais do que posso
mais do que devo?
O que você faria se soubesse
que desejo teus lábios e língua?
O que você faria se soubesse
que te desejo com todo afinco
que em teu corpo queria fazer ninho
mas não sei se posso lhe dar amor?
O que você faria se soubesse
que te desejo porque me rendi ao teu olhar?

O que você faria?
Eu me pergunto todo dia
O que você faria se soubesse
que te desejo tanto e não sei se te amo
e não sei se posso te dar amor?
Que te desejo em segredo
que quero teu corpo e teus beijos
um desejo tão forte
que em meu peito causa dor?

O que você faria?
Eu me pergunto todo dia
O que você faria?
Será que de mim você correria?
Será que pra mim você correria?
Será que iria rir desta minha infantilidade?
Será que apenas deixaria de lado?

O que você faria?
Eu me pergunto todo dia
E se um dia eu tivesse coragem
e pra você eu me declarasse?
Eu me pergunto
O que você faria?




Realmente eu gostaria de saber esta resposta.....